Marketing Digital é a nova moeda no mercado de comunicação do Amapá

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Por Maiara Pires – Jornalista

Enquanto alguns setores são abatidos pela crise na economia brasileira, outros segmentos se reinventam e fecham negócios. O campo da tecnologia da informação é um deles, pelo menos no Amapá.

O aumento do acesso à internet registrado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) tem sido um componente fundamental para alavancar um novo nicho no mercado de comunicação do Estado: o marketing digital. Trata-se da utilização de meios digitais de comunicação para promover produtos ou serviços na internet.

Em outros estados, esse tipo de serviço não é mais novidade. No Amapá, no entanto, os profissionais de comunicação ainda relutam contra o ceticismo dos clientes para convencê-los de que os seus consumidores estão na ‘rede’. A luta, também, é para oferecer um serviço qualificado em detrimento do famoso ‘sobrinho’ ou ‘filho de um amigo’ que mexe com internet.

“Os nossos clientes ainda não estão acostumados com este serviço”, atesta a jornalista Aline Medeiros, sócia em uma agência de comunicação, em conversa com a repórter Lisandra Morais, da Rádio Difusora de Macapá. A empresa dela é uma das que incorporaram o marketing digital, recentemente, ao seu portfólio por enxergar mais essa oportunidade de negócios na área. Para oferecer um serviço qualificado, a jornalista defende o investimento em qualificação dos profissionais que pretendem se firmar nesse novo mercado.

Expertise na tecnologia da informação

Por falar em qualificação, algumas especializações na área de comunicação oferecidas no Amapá, já trazem em seu conteúdo programático, disciplinas que tratam, exclusivamente, sobre como utilizar as mídias sociais para empresas ou até mesmo fechar negócios em ambientes digitais com a criação de aplicativos, por exemplo.

“Já temos vários negócios digitais dando muito certo no Amapá, alguns deles com clientes até internacionais sendo captados”, disse o consultor de Inbound Marketing, Maikon Richardson, numa das aulas da disciplina Negócios Digitais que ministra para uma turma de pós-graduação numa faculdade de Macapá.

Toda essa movimentação foi impulsionada pelo consumo de internet que aumentou consideravelmente no Estado.

Evolução da internet móvel no Amapá

O suplemento de Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) 2014, mostra a evolução do uso de novas tecnologias pela população amapaense.

Em 2004, 11 mil domicílios do Amapá tinham microcomputador, ou seja 8,9%. Em 2014, passou para 74 mil, um crescimento de 36,8%. Há 10 anos, cerca de 6 mil domicílios (5,2%) dispunham de computador com acesso à Internet. Em 2014, esse número saltou para 50 mil domicílios (24,8%).

Em 2004, 61% dos domicílios (74 mil) tinham algum tipo de telefone. Esse percentual subiu para 90,5% (182 mil), em 2014. O total de telefone fixo caiu de 40 mil (32,7%) para 32 mil (15,7%).

Campo fértil para novas ideias

Analisando o tipo de atividade econômica registrada pelo IBGE em 2013, no Amapá, é possível perceber o súbito surgimento de agências de publicidade no Estado. Naquele ano, segundo o Instituto, havia 47 agências. Em 2014, este número saltou para 153, de acordo com o Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT). E em 2015, totalizaram 162 agências de publicidade no Amapá, conforme o IBPT.

Outro dado que chama a atenção dos profissionais de comunicação divulgado pelo IBGE, é que no Estado, a maioria da população opta pelo uso do telefone móvel para acessar a internet. Com isso, o Amapá aparece no topo do ranking do país, em se tratando de qual equipamento é mais utilizado pelos internautas.

“Esse é um terreno fértil para o desenvolvimento de aplicativos”, alertou o professor Maikon Richardson à turma de pós-graduação, em Macapá, na tentativa de despertar os profissionais da área para esse novo cenário da comunicação amapaense que ainda tem muito a ser explorado.

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